Como é o ASMR no cérebro?

ASMR

A psicobiologia do Autonomous Sensory Meridian Response (ASMR) é um assunto recente no âmbito das ciências empíricas. Pouco se sabe acerca de seus mecanismos psicobiológicos, embora algumas pesquisas experimentais já foram realizadas. Atualmente, o ASMR é discutido como recurso auxiliar no tratamento psicológico, como ansiedade e depressão.

Estudos científicos recentes demonstram que o ASMR está relacionado ao sistema neurológico Rede de Modo Padrão (DMN). Esse sistema neurológico é ativado quando a pessoa está em repouso, mas consciente, como na meditação e “sonhando acordado”. O cérebro é “resetado” pelos gatilhos e muda seu padrão de funcionamento, promovendo sensações passageiras de relaxamento e bem-estar.

Esses estudos sugerem que o ASMR está intimamente relacionado ao Sistema Nervoso Autônomo (SNA). O hipotálamo é uma importante região cerebral do SNA. Ele está relacionado a regulação de hormônios, humor, sono, fome, pressão, estresse etc. Por exemplo, os gatilhos podem reduzir a frequência cardíaca e aumentar a condutância da pele, segundo pesquisa.

O grande problema dos gatilhos estão no fato de que não mudam a realidade da pessoa, mas apenas promovem relaxamento e bem-estar passageiros. Por exemplo, quem tem dificuldades no relacionamento, família e trabalho continuarão com os problemas após os gatilhos. Aqui, entra a importância do psicólogo, para que os problemas da pessoa sejam trabalhados “nas raízes”.

Finalizando, o ASMR pode ser recurso auxiliar no tratamento psicológico, mas pode ser perigoso para algumas pessoas, como portadores de esquizofrenia. A depressão e ansiedade são transtornos psicopatológicos sérios e não podem ser banalizados. Por isso, o acompanhamento psicológico precisa ser realizado, para que o ASMR seja utilizado de forma inteligente e segura.

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